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Resenha de Março: Invaders Must Die – Prodigy

March 4th, 2009 Posted in Música, Resenha

Lançado ontem nos EUA e em Fevereiro em alguns países da Europa, Oceania e Asia, é o primeiro álbum a apresentar os três integrantes da banda desde o disco “The Fat of the Land” (1997), além de ser o primeiro disco de estúdio desde o “Always Outnumbered, Never Outgunned” (2004). “Invaders Must Die” também tem sido considerado por alguns como uma mistura do “Experience” (1992) com o já mencionado “Always Outnumbered, Never Outgunned” (2004).

O disco, além de apresentar uma bela arte, começa com a ótima faixa “Invaders Must Die”, que mostra claramente o estilo eletrônico do grupo britânico, mantido nas outras dez faixas do álbum. As faixas seguintes, “Omen”, “Thunder” (que possui uma ótima introdução) e “Colours” mantém o clima “agressivo” que predomina o disco (e grande parte dos trabalhos do Prodigy). A quinta faixa, “Take Me To The Hospital”, é outra excelente música, porém um tanto enjoativa ao escutá-la várias vezes. Já a “Warriors Dance” é mais um exemplo de um bom som que só não é ótimo por causa do excesso de graves, causadores de dor de cabeça em quem a escutar muito alta e por muito tempo. “Run With The Wolves”, a sétima faixa do disco, é a prova viva de que o grupo pode não acertar nas músicas, mas quando acerta, é para valer. “Omen Reprise” vem em seguida, como outra (curta, já que é a menor faixa do disco) mostra de talento do Prodigy. Já a nona faixa, “World’s on Fire”, é o oposto da anterior. Extremamente cansativa, é a prova de que certas inovações em seu estilo peculiar podem ser bem-vindas, caso da próxima faixa: “Piranha”. Mas nem tudo está perdido, encerrando o disco com “chaves de ouro”, a maravilhosa “Stand Up”, que praticamente esquece todo o trabalho feito no álbum e recomeça do zero, uma ótima supresa. Essa faixa poderia até ser confundida com o trabalho de outros artistas da música eletrônica, como o também britânico Fatboy Slim, se não fosse pelos clássicos toques que o Prodigy coloca em suas músicas.

“Invaders Must Die” não é uma obra-prima da música eletrônica, mas é algo que vale a pena ser apreciado com calma.

resenha-prodigy1

Ao som de:

Álbum “Invaders Must Die”
Prodigy

P.S.: Sim, eu estou devendo a resenha de fevereiro. Um dia ela sai. O mesmo vale para a lista dessa semana.

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