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Resenha de Junho: The Eternal – Sonic Youth

June 4th, 2009 | No Comments | Posted in Música, Resenha

Saindo quentinho do forno, o novo disco do Sonic Youth chega as lojas no dia nove, e aqui, neste frio infernal (nesse momento fazem -1ºC), eu lhes passo minhas impressões sobre o disco…

Começando com a ótima, porém curta, “Sacred Trickster”, o álbum promete muito, graças ao característico “som barulhento”. Seguida pela “Anti-Orgasm”, o grupo criou basicamente uma faixa que alterna entre vários acordes, um perfeito exemplo do “barulho” típico da banda. A terceira faixa, “Leaky Lifeboat (for Gregory Corso)”, começa com um agradável som similar a uma caixinha de som, substituído por uma bela combinação das guitarras da banda logo em seguida. “Antenna”, a quarta faixa, um tanto calma, conseguiu deixar meus ouvidos enjoados, mas ainda assim é uma faixa muito bem executada, apesar de longa. Seguida pela incrívelmente maravilhosa “What We Know”, que possui uma ótima melodia, que chega próxima a perfeição, graças ao seu baixo e bateria, muito bem executados, o disco prova que tem muito a mostrar. Pensando que Mark Ibold, o baixista e Steve Shelley, o baterista, não podiam fazer melhor do que na faixa anterior, uma surpresa aparece aos 16 segundos da sexta faixa, “Calming the Snake”. Eles se superaram novamente. Apesar de toda a habilidade da dupla, a voz esganiçada que uma das vocalistas, Kim Godon, faz é mais que suficiente para destruir a faixa. E não é falta de habilidade da moça, já que ela cantou nas três primeiras faixas e na maravilhosa “What We Know”, além de outros ótimos trabalhos em outros álbuns da banda. “Poison Arrow” é outro bom trabalho do grupo, mas não salta aos ouvidos como as anteriores. Logo após, aparece “Malibu Gas Station”, outra faixa de começo calmo, mas com uma ótima melodia, e a prova que Gordon sabe cantar. Mais supresas, a ótima “Thunderclap for Bobby Pyn” é a nona faixa do disco, e ela mostra a essência do Sonic Youth: barulho, barulho e mais barulho. Tudo intercalado com uma grande melodia. Entrando na reta final do disco, “No Way” aparece para mostrar mais do mesmo: é o Sonic Youth, com acordes diferentes da faixa anterior. Pensando que o disco já tinha mostrado o melhor de si, eis que a penúltima faixa, “Walkin Blue” aparece para dizer em alto e bom som que o disco ainda não terminou, e o diz com sua bela melodia, capaz de fazer inveja a várias outras bandas que são apenas um punhado de plágios. Encerrando a obra, “Massage The History” é uma boa faixa, calma e com uma melodia bem feita que deixa claro: o disco acaba aqui.

Um belo trabalho do grupo, que está na ativa há mais de 28 anos, é um ótimo trabalho do grupo, se não o melhor. Que venha o próximo, e que seja tão bom quanto esse.

Ao som de:
Kool Thing
Sonic Youth
Goo

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Ok, eu juro que tentei…

May 23rd, 2009 | No Comments | Posted in Jogos, Resenha

Eu tentei, mesmo. Tentei muito, mas não consigo gostar desse The Sims 3. Sério, eu joguei muito, mas não consigo gostar dele… Eu acho que foi uma ótima idéia, mas mal-executada pelo pessoal da EA.

Infelizmente eu não gostei do novo sistema de vizinhanças (que não permite mais que meus sims de uma família interajam com outros de uma família que criei), além do visual do jogo em si, que perdeu parte da beleza que me fascinou no The Sims 2. Outra coisa que me deixou frustrado foi o fim de algumas animações (como a do carro deixando o lote), que acabam tirando toda a realidade que havia no TS2. De uma forma geral, o TS3 é um ótimo jogo, já que os modos de compra e construção receberam alguns novos detalhes que tornam a construção mais divertida do que nunca. O mesmo pode-se dizer do criar uma família (que já comentei num post anterior), uma das melhores partes do jogo. Também fica a critica ao fato de que eu não consegui fazer minhas mp3 funcionarem no jogo de forma alguma, outra coisa que funcionava bem no TS2, e aos gráficos, que me parecem bem menos elaborados do que os da versão anterior…

Ainda que seja muito bom em algumas coisas, seus erros são tão feios que o jogo acaba perdendo sua mágica, seu mojo quando comparado ao 2.
No geral, eu acharia extremamente empolgante o The Sims 3, mas somente se ele viesse depois do 1. Não vou cancelar minha pré-venda do jogo, mas não esperem que eu abandone o The Sims 2 tão cedo, que, na minha modesta opinião, ainda é o melhor. Quem sabe esse pensamento mude um dia, quando as expansões começarem a sair e quem sabe o jogo fique mais interessante, ou esperar que essa versão que tive a oportunidade de jogar não seja uma versão finalizada (o que duvido muito, já que o jogo está muito bem acabado).

E, aproveitando o embalo, fica a crítica para a EA e para a Black Box (desenvolvedora do The Sims 3 e do péssimo Need For Speed Undercover), que falhou miserávelmente na maioria dos últimos jogos que comprei (no caso, Spore, NFS Undercover e TS3) que deve permitir que as expansões voltem a ficar sob a responsabilidade da Maxis, a desenvolvedora que deu a mágica ao genial Spore, as versões anteriores de The Sims e ao Sim City (até a versão Societies, ponto onde o jogo passou a ser desenvolvido – e estragado – na Tilted Mill Entretainment), e assim parar de estragar uma das melhores séries de jogos de todos os tempos. (Outra hora eu faço um post explicando porque eu odeio a EA).

Escolha pessoal: O criar uma família
Média do jogo: 3,5 televisões

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Mega-resenha de Maio/Junho

May 19th, 2009 | No Comments | Posted in Jogos, Resenha

Sim, é isso mesmo, em Maio e Junho vou fazer uma resenha gigantesca sobre um jogo. Na minha modesta opinião (que aqui é a voz de deus), o maior lançamento do ano: o The Sims 3. Com mais de um milhão de cópias vendidas, a série The Sims revolucionou os jogos de computação, graças a genial idéia de Will Wright: controlar a vida de pessoas virtuais. Com lançamento previsto para o dia 2 de Junho nos EUA e 5 de Junho em terras tupiniquins, a espera é grande, tendo a pré-venda do jogo desde Dezembro de 2008, e eu obtive acesso a versão final do jogo, e pretendo escrever cada dia um pouquinho sobre ele. Antes de mais nada, se você também obteve acesso a esse maravilhoso jogo, faça como eu: compre-o (é sério, o meu está encomendado faz meses).

Começando pelo belo visual (renovado, claro) já podemos ver que o jogo não é mais como antes. Apesar da opção de criar uma vizinhança personalizada, escolhi jogar em Sunset Valley, a única disponível depois da instalação. Já notei diferenças, como a necessidade de mudar as famílias pré-existentes para as casas do jogo (que agora podem ser compradas mobiliadas ou vazias). Mas antes de mais nada, fui direto ao criar uma família, para conhecer o famoso sistema de personalidades. Totalmente diferente do criador da versão anterior, já notei logo de cara a criação de estilos (que permite mudar a cor de uma roupa pré-existente, por exemplo) e a presença de uma nova fase de vida: a de sim Jovem Adulto (antes só presente no pacote de expansão Vida de Universitário, do The Sims 2, e só acessivel para jogar em uma universidade). Mas além de ser mais fácil criar e navegar pelos novos menus, temos varias outras pequenas supresas (que não comentarei para deixar sua experiência de jogar pela primeira vez um pouco mais divertida). O que mais gostei foi o fim dos signos. Por exemplo, conheça a Cora. Cora é uma jovem sortuda, amigável, familiar, boa de cozinha e bem humorada, que sonha em criar cinco filhos até a adolescência. ela adora comer Ratatouille, ouvir música Indie e gosta de vermelho. Tudo escolhido por mim. Maravilhosamente divertido, o criar uma família agora permite também que eu escolha o desejo de toda a vida de meu sim. Tão divertido que estou indo criar um companheiro para Cora e levá-los para desbravar as novidades de The Sims 3.

Amanhã pretendo falar um pouquinho mais sobre o jogo, então até lá!

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Resenha de Março: Invaders Must Die – Prodigy

March 4th, 2009 | No Comments | Posted in Música, Resenha

Lançado ontem nos EUA e em Fevereiro em alguns países da Europa, Oceania e Asia, é o primeiro álbum a apresentar os três integrantes da banda desde o disco “The Fat of the Land” (1997), além de ser o primeiro disco de estúdio desde o “Always Outnumbered, Never Outgunned” (2004). “Invaders Must Die” também tem sido considerado por alguns como uma mistura do “Experience” (1992) com o já mencionado “Always Outnumbered, Never Outgunned” (2004).

O disco, além de apresentar uma bela arte, começa com a ótima faixa “Invaders Must Die”, que mostra claramente o estilo eletrônico do grupo britânico, mantido nas outras dez faixas do álbum. As faixas seguintes, “Omen”, “Thunder” (que possui uma ótima introdução) e “Colours” mantém o clima “agressivo” que predomina o disco (e grande parte dos trabalhos do Prodigy). A quinta faixa, “Take Me To The Hospital”, é outra excelente música, porém um tanto enjoativa ao escutá-la várias vezes. Já a “Warriors Dance” é mais um exemplo de um bom som que só não é ótimo por causa do excesso de graves, causadores de dor de cabeça em quem a escutar muito alta e por muito tempo. “Run With The Wolves”, a sétima faixa do disco, é a prova viva de que o grupo pode não acertar nas músicas, mas quando acerta, é para valer. “Omen Reprise” vem em seguida, como outra (curta, já que é a menor faixa do disco) mostra de talento do Prodigy. Já a nona faixa, “World’s on Fire”, é o oposto da anterior. Extremamente cansativa, é a prova de que certas inovações em seu estilo peculiar podem ser bem-vindas, caso da próxima faixa: “Piranha”. Mas nem tudo está perdido, encerrando o disco com “chaves de ouro”, a maravilhosa “Stand Up”, que praticamente esquece todo o trabalho feito no álbum e recomeça do zero, uma ótima supresa. Essa faixa poderia até ser confundida com o trabalho de outros artistas da música eletrônica, como o também britânico Fatboy Slim, se não fosse pelos clássicos toques que o Prodigy coloca em suas músicas.

“Invaders Must Die” não é uma obra-prima da música eletrônica, mas é algo que vale a pena ser apreciado com calma.

resenha-prodigy1

Ao som de:

Álbum “Invaders Must Die”
Prodigy

P.S.: Sim, eu estou devendo a resenha de fevereiro. Um dia ela sai. O mesmo vale para a lista dessa semana.

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Resenha de disco: Tonight – Franz Ferdinand

January 14th, 2009 | No Comments | Posted in Música, Resenha

Olha só, que orgulho,minha primeira resenha! Ao trabalho então!

Franz Ferdinand é uma banda de rock alternativo formada em Glasgow, Escócia, no ano de 2002, que lança seu terceiro disco de estúdio agora no fim de Janeiro, cerca de cinco anos após seu álbum de estréia, que leva o mesmo nome da banda.

Tonight

Tonight começa como um pequeno concerto, algo como uma bela festa boêmia, que evolui para um grande espetáculo, tudo dentro da maravilhosa “Ulysses“, a primeira faixa da obra. “Turn It On” mantém a continuídade do espetáculo que Tonight nos promete, mas nos surpreendendo aos 1:45s com uma maravilhosa reviravolta, valorizando ainda mais o conjunto. A terceira faixa, “No You Girls“, assume um ar mais pop que as anteriores, mas mantendo elementos presentes nas outras faixas, demonstrando que o quarteto sabe como fazer um punhado de faixas se tornar uma verdadeira obra de arte. Logo após, vem o trio “Twilights Omens“ , “Send Him Away” e “Live Alone“, um combo, um trio que sozinho se mostra excelente, mas dentro do álbum, cria uma variação, tornando o disco mais prazeroso de se ouvir, mais uma prova de que o grupo realmente sabe o que faz. E, surpresa! “Bite Hard“ começa com uma bela introdução, apenas formada por um piano e pela voz de  Alex Kapranos, seguida pela entrada do maravilhoso baixo de Bob Hardy e pela incível bateria de Paul Thomson, e recebendo as gutarras de Nick McCarthy e do próprio Alex, formando uma inacreditável canção. “What She Came For“, numa pista de dança, faria facilmente com que todos do recinto fossem dançar imediatamente, tudo graças ao magnífico rítimo. Continuando a ouvir o disco, chegamos a “Can’t Stop Feeling“, com suas batidas que lembram danças tribais africanas, uma perfeita união entre estilos diferentes, uma faixa única em todo o álbum. Ao chegar na décima faixa, encontramos “Lucid Dreams“, a mais longa faixa do álbum. Com um belo refrão, Lucid poderia ser uma das melhores faixas de todo o disco, façanha impedida pelo seu (longo) final, uma distorção de barulhos que acabam por causar dores de cabeça em quem escuta a faixa em fones de ouvido. “Dream Again” pode ser comparada a uma confortável poltrona após uma longa caminhada por quem escuta o álbum inteiro, graças ao seu calmo rítimo, que abandona o “boêmio” e dá um descanso aos ouvidos, preparando o ouvinte para a acústica e igualmente calma “Katherine Kiss Me“, uma bela demonstração de talento ao criar música utilizando apenas violões e breves toques de piano aliados a calma voz de Alex, resultando em uma perfeita combinação que permite relaxar quem escuta, termiando o disco com chave de ouro. Tonight consegue ser uma perfeita união de rítimos, uma obra de arte, e mostra o talento de seus criadores. Franz Ferdinand pode ser ainda maior se repetir tal demosntração de talento em seus próximos trabalhos ao presentear seus fãs com boa música.

Média do disco:
4

My personal pic:
Como não deu pra escolher só uma, vou de Ulysses (faixa 01) e Bite Hard (faixa 07).

 

Ao som de:
Álbum “Tonight”
Franz Ferdinand

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