Resenha de Junho: The Eternal – Sonic Youth
Saindo quentinho do forno, o novo disco do Sonic Youth chega as lojas no dia nove, e aqui, neste frio infernal (nesse momento fazem -1ºC), eu lhes passo minhas impressões sobre o disco…
Começando com a ótima, porém curta, “Sacred Trickster”, o álbum promete muito, graças ao característico “som barulhento”. Seguida pela “Anti-Orgasm”, o grupo criou basicamente uma faixa que alterna entre vários acordes, um perfeito exemplo do “barulho” típico da banda. A terceira faixa, “Leaky Lifeboat (for Gregory Corso)”, começa com um agradável som similar a uma caixinha de som, substituído por uma bela combinação das guitarras da banda logo em seguida. “Antenna”, a quarta faixa, um tanto calma, conseguiu deixar meus ouvidos enjoados, mas ainda assim é uma faixa muito bem executada, apesar de longa. Seguida pela incrívelmente maravilhosa “What We Know”, que possui uma ótima melodia, que chega próxima a perfeição, graças ao seu baixo e bateria, muito bem executados, o disco prova que tem muito a mostrar. Pensando que Mark Ibold, o baixista e Steve Shelley, o baterista, não podiam fazer melhor do que na faixa anterior, uma surpresa aparece aos 16 segundos da sexta faixa, “Calming the Snake”. Eles se superaram novamente. Apesar de toda a habilidade da dupla, a voz esganiçada que uma das vocalistas, Kim Godon, faz é mais que suficiente para destruir a faixa. E não é falta de habilidade da moça, já que ela cantou nas três primeiras faixas e na maravilhosa “What We Know”, além de outros ótimos trabalhos em outros álbuns da banda. “Poison Arrow” é outro bom trabalho do grupo, mas não salta aos ouvidos como as anteriores. Logo após, aparece “Malibu Gas Station”, outra faixa de começo calmo, mas com uma ótima melodia, e a prova que Gordon sabe cantar. Mais supresas, a ótima “Thunderclap for Bobby Pyn” é a nona faixa do disco, e ela mostra a essência do Sonic Youth: barulho, barulho e mais barulho. Tudo intercalado com uma grande melodia. Entrando na reta final do disco, “No Way” aparece para mostrar mais do mesmo: é o Sonic Youth, com acordes diferentes da faixa anterior. Pensando que o disco já tinha mostrado o melhor de si, eis que a penúltima faixa, “Walkin Blue” aparece para dizer em alto e bom som que o disco ainda não terminou, e o diz com sua bela melodia, capaz de fazer inveja a várias outras bandas que são apenas um punhado de plágios. Encerrando a obra, “Massage The History” é uma boa faixa, calma e com uma melodia bem feita que deixa claro: o disco acaba aqui.
Um belo trabalho do grupo, que está na ativa há mais de 28 anos, é um ótimo trabalho do grupo, se não o melhor. Que venha o próximo, e que seja tão bom quanto esse.

Ao som de:
Kool Thing
Sonic Youth
Goo










